Aportar


No sábado (01/06) às 17h o Centro de Arte Contemporânea W inaugura três novas exposições: “Unus Mundus” com obras de Berna Reale, Cinthia Marcelle e Danton Paula; “Construindo aquilo que não se sustenta” de Marcelo Dias; e “Aportar” de Weimar, com curadoria de Yolanda Cipriano e Josué Mattos. Para a exposição “Unus Mundus”, que toma … Continuar lendo Aportar


No sábado (01/06) às 17h o Centro de Arte Contemporânea W inaugura três novas exposições: “Unus Mundus” com obras de Berna Reale, Cinthia Marcelle e Danton Paula; “Construindo aquilo que não se sustenta” de Marcelo Dias; e “Aportar” de Weimar, com curadoria de Yolanda Cipriano e Josué Mattos.

Para a exposição “Unus Mundus”, que toma emprestado o título da série na qual Cinthia Marcelle produziu a obra “Confronto”, o CAC W conta com o empréstimo de vídeos da Coleção Sérgio Carvalho (Brasília-DF), Coleção Instituto Inhotim (Brumadinho-MG) e Sé Galeria (São Paulo-SP).

Na sala que acolhe pesquisas e montagens de obras que a artista Weimar tem produzido nos últimos anos, o CAC W apresenta Aportar (2011-2019) instalação composta por portas de madeira de descarte, que jogam com a ideia de aporte sobre um objeto carregado de significados simbólicos. Sobre cada porta autorretratos em sombra aludem ao enigma sobre este objeto ambíguo, presente em expressões idiomáticas que o entendem como algo responsável pela interrupção de passagens e, ao mesmo tempo, gerador de oportunidades. Com chaves retiradas de circulação e portas descartadas, às sombras restam percursos definidos sobre a porta sem que o destino seja determinado. Perdido entre máquinas, caixas e chaves, a sombra parece caminhar sobre sua própria incerteza. A janela preta que interrompe a visão do horizonte de uma das portas se avizinha de Equilíbrio (2016), objeto de grande sofisticação formal que resgata o dilema entre doença e saúde, a partir da Teoria Humoral de Hipócrates. Um encontro numeral coincide com a origem dos humores: sangue, fleuma, bílis amarela e bílis negra, gerando humores sanguinários, fleumático, melancólico e colérico. Aproximar estes humores com as quatro portas autoportantes reforça o interesse do programa curatorial em perceber, nas três salas, leituras de obras que permitam repensar o lugar do sujeito na concepção de mundo.